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Categoria ‘Show’

O Espetáculo de Roger Waters

02 abr

Como qualquer ser humano, tenho minhas preferências musicais e bandas que sou fã – características de um  apaixonado por música. Pink Floyd sempre foi uma banda que eu gostei, mas não nunca flertei com o fanatismo. Gosto de muitas músicas da banda e em especial os álbuns “The Wall” e o clássico “The Dark side Moon” por ter em seu conteúdo letras referente a protesto, metais pesados e outras mais calmas e românticas com um toque do bom e velho rock.

Vindo da mesma escola de Beatles e Rolling Stones a banda inglesa foi uma das responsáveis pela transformação do rock e a primeira banda a usar sua música como forma de protesto e contar histórias próximas da grande massa. Acredito que seja esse o seu diferencial: fazer da música algo inovador e transformador.

O grupo nos meados dos anos 90 se separou em torno de processos e bastante polêmica, mas independente disso seu legado iria perdurar durante muito tempo. Roger Waters, o único integrante que continuou a carreira de maneira sólida é o maior militante e responsável por fazer com que isso aconteça.

No último domingo (01) tive a honra de presenciar a apresentação de The Wall – turnê apresentada em diversos países – do vovô do rock Roger Waters.  É muito difícil descrever o que eu vi nas quase duas horas de show. Já tinha visto alguns clipes no youtube e confesso que fiquei impressionado, o que não imaginava é que aquele show seria o mesmo que viria a terras tupiniquins e quando cheguei ao Morumbi já percebi de cara que estava errado. The Wall seria apresentado da maneira que deveria ser apresentado e o melhor: na minha cara.

O show não pode ser chamado apenas de show, mas sim de espetáculo. Waters transforma o palco em algo surreal. De cara temos uma abertura de arrepiar com direito a muitos (digo muitos mesmo) fogos, efeitos sonoros que saiam de lugares estratégicos e um avião que sobrevoa a platéia e bate no muro deixando as mais de 70 mil pessoas aos berros e com certeza arrepiadas. As músicas cantadas em coro têm o auxilio de projeções espetaculares que fazem menção ao capitalismo, intolerância, guerras estúpidas, raças e até mesmo uma bela homenagem a Jean Charles – brasileiro morto por engano no metrô de Londres.  Além do muro, há bonecos gigantescos e até o famoso porco está presente – este que tive a honra de passar a mão. É tudo tão perfeito que você tem a sensação de estar vendo a um filme em tempo real. Algo realmente indescritível.

O mais interessante é que a mega produção não apaga em nenhum momento suas músicas clássicas do emblemático álbum, fato que é corriqueiro em artistas pop do momento. Waters canta, pula, atira, interage com o telão e outras ações que me fez questionar o seus 68 anos de idade (provavelmente há um pacto from hell aí).  Sua banda é dos sonhos, e Waters divide o palco com os seus companheiros sem medo e sem pudor, um show de humildade e reconhecimento aos seus companheiros de palco que metade do show ficam atrás do muro.

Com referencias ao filme “Pink Floyd: The Wall” – fica a dica – o muro tem desenhos animados, ele cai, se reergue, gira e o melhor não divide você de Waters, pelo contrário, um muro nunca aproximou tanto música, artista, platéia e arte. Isso graças a um espetáculo de bom gosto e emocionante que com certeza entrará na história.

Confira um pedaço do show e sente o drama:

 
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Dose Musical – Julinho Bittencourt e Roberto Biela

14 jun

O Dose de Inspiração coloca no ar o segundo vídeo do projeto “Dose Musical”. O projeto pretende mostrar pequenos trechos (geralmente uma música) de shows de bandas e músicos que fazem carreira nas noites da cidade. Um registro do melhor da música ao vivo dos bares e baladas.

Nesse vídeo mostramos a dupla formada no começo da década de 80, Julinho Bittencourt e Roberto Biela. Julinho Bittencourt, nascido em Santos/SP, é cantor, compositor, jornalista e crítico de música. Tem vários discos gravados, além de trilhas para filmes, teatro e comerciais de televisão. Roberto Biela é percussinista, possui no currículo diversas parcerias de sucesso e temporadas de shows na Espanha.

Julinho Bittencourt e Roberto Biela

Banda: Julinho Bittencourt e Roberto Biela
Música: Domingo no Parque (Gilberto Gil)
Local: Torto Bar – Avenida Siqueira Campos, 800 – Loja 05 – Boqueirão – Santos – SP

 

Querido diário. Anotações das belas noites vividas.

01 mai

Que final de semana hein?

Quinta-feira, acompanhado das melhores companhias, subimos o vale, rumo à Capital e fomos ver o Show (maravilhoso) do Marcelo Camelo, show perfeito, noite iluminada, lançamento do delicioso CD “Toque Dela”, disco recém lançado e já com suas letras decoradas. Público, em coro, cantando junto do ídolo. É bonito demais presenciar e se deliciar com tudo aquilo.

Sexta-feira passou batida. Trabalho, sono e à noite só restou uma coisa. CAMA.

Sábado. O dia, ou melhor, a noite! E que noite. Acompanhado da MELHOR companheira, subimos, novamente o vale do milagre (apelido carinhoso), seguimos rumo à Capital. Dessa vez a missão era outra, assistir ao Show do Marcelo Jeneci. Acordamos no Sábado ainda ressacados do cansaço da Sexta e até ao meio-dia ainda não sabíamos o que fazer. Quando usando o tal do Facebook, vi as fotos do show do Jeneci, da noite de sexta, belas fotos, lindos depoimentos. Liguei para a supercompanheira Miliani e decidimos em poucos segundos ir. Ela comprou os ingressos e marcamos, 17h. Show começaria às 21h, daria tempo para um sorvete no Parque.

Noite.

Ao chegarmos no parque a surpresa já deu o ar da graça. Logo na chegada nos deparamos com o Astro da noite, o próprio Marcelo Jeneci chegando para a passagem de som, todo atrasado, cheio de sacola mas mesmo assim deu tempo de um “Olá”.

21h. O auditório foi testemunha de um evento maravilhoso, assim como acontecera na Quinta, quando o público cantou em coro, junto do ídolo todas as canções do recém lançado disco, neste o caso foi mais grave. Marcelo Jeneci lançou seu PRIMEIRO disco, ainda não toca em rádios ditas POP’s, e nem foi no Faustão, ainda pertence ao dito cenário underground paulista, mas mesmo assim, o auditório cantou junto, todas as canções do disco “Feito pra acabar”, ao som delicioso do piano, revezando com seu acordeom e tudo isso pontuado pela belíssima voz de Laura Livieri, Marcelo Jeneci deu um verdadeiro show. Em êxtase a plateia deixava o artista tímido, os aplausos incessantes não deixavam as músicas terem fim. Ainda desacostumados à euforia avassaladora das multidões, Marcelo e Laura ficavam perplexos, olhares que se cruzavam durante o show, olhos que diziam: “o que tá acontecendo?”. É meu caro e minha cara! O que acontece, é que vocês são geniais e nós, daqui da plateia não temos outro meio de demonstrar nossa gratidão a não ser aplaudir, muito e muito. Nosso aplauso é nosso meio de dizer Obrigado.

E foi assim meu fim de semana, querido diário.

 

No Tom

24 set

Plante uma árvore, escreva um livro, tenha um filho e assista um show do Tom Zé.

 
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Música para bar, cabaré, marujos e afins…

22 jul

Como em um filme, toda vida tem sua trilha.
Se você pudesse fazer um cd (ainda fazem isso será?) de trilhas sonoras da sua vida quais seriam as 10 +?
Provavelmente teria que ser lançando em coletâneas certo? Por exemplo: “João – As top 10 românticas” ou “José – Puberdade, dos 10 aos 14″.
Nosso gosto muda muito durante a vida e nos vemos escutando músicas de todos os tipos.

Como o Dose é um criança ainda, começo aqui a trilha sonora dele.
Um som que resume o ar de todo bar e de todo boêmio seja ele dos anos 50, do bar da faculdade ou um marujo beberrão.

Renato Godá com Bom Partido. (fui no show e recomendo!!).