Quando deixamos de lado nossos bonecos, nossos jogos e brincadeiras?
Quando percebemos que hoje será a última vez que escolheremos entre o soldado ou o ninja?
Quando percebemos que a realidade que vivíamos era uma fantasia e que atual realidade pode ser mais fantasiosa que a anterior?
Que agora sim podemos optar entre ser vilão ou herói, polícia ou bandido.
Que não somos detetives, guerreiros ou super-homens, mas que agora sim podemos escolher qual deles seremos.
Que nosso forte antes de plástico, agora é feito de tijolos.
Nossas mocinhas agora são de carne e osso.
Que morremos.
Que sangramos.
Que choramos.
Quando trocamos guerras de lama por batalhas de fogo?
Trocamos balas por pratas, chinelos por sapatos, regatas por gravatas?
Quando deixamos nossos brinquedos, nossos “pequenos amigos”, nossas bolinhas de gude, nossos monstros no fundo do armário, lá em uma ilha distante?
Quando deixamos a infância, esperando sempre continuar com a criança?