



– Meia dose.
Assisti o Bruna Surfistinha, vou confessar, perdi meu tempo. Sorte que não foi o dinheiro, baixei na net. Antes de criticar temos que conhecer, certo? Então vamos lá.
O filme não tem nada de mais. Minto na verdade tem um falso moralismo maquiado de libertinagem, isso tem. Como o filme têm que atingir um público (os jovens) a película não pode conter cenas de sexo explicito, então a economia de sexo visual, censura 16 anos, dai o soslaio moralista atrás de lentes “libertinas”.
Acima de tudo é um filme clichê, que peca, peca feio nos estereótipos, pai ausente, então o velho não fala, mãe tentando ser mãe, em uma das piores atuações que eu já vi, irmão bobão, o melhor ator em cena, porque não ser esforçou muito, cafetina má, prostitutas sujas e etc, etc e etc.
A narrativa é obvia, assim como quase todos os filmes com o mesmo tema. A menina “rejeitada”, que cansada da vida com os pais resolve fazer a vida, literalmente.
Prevemos tudo de irá acontecer na vida da “pobre” Raquel (Bruna Surfistinha), a iniciação, o conhecimento, o ápice e o declínio. Parece até a velha cartilha de Aristóteles, ou seja clichê, como disse anteriormente.
O sucesso do filme não é o fato de conter uma boa história, muito menos o poder de narrativa da autora do livro, e sim a curiosidade popular sobre o tema.
Bruna surfistinha entra para lista das piores coisas que já assisti, como filme. Por que ver a Debora Secco nua é sempre um prazer. Meia dose para esse filme, não merece nem um copo cheio.
PS: (acabei de inventar esse negócio de doses para os filmes, a partir de agora é um filme por semana, onde darei de meia a 5 doses.)
