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Conheça London (O filme e não a Capital)

18 abr

Em 2005 o desconhecido diretor e roteirista Hunt Richards tinha apenas U$14.000 para fazer um filme de nome peculiar. London não se trata de um lugar, mas sim de uma mulher que é capaz de modificar a vida de um homem.

Com um baixíssimo orçamento Richards estava fadado a um fracasso e por isso se cercou de amigos e pessoas que comprassem a idéia do longa. Chris Evans, Jessica Biel, Jason Statham, Isla Ficher e Dane Cook quase não cobraram pelas suas atuações e se entraram de cabeça no projeto.

O filme não conseguiu uma distribuidora facilmente e logo depois que conseguiu – a Sony – sua distribuição foi tímida e passou desapercebido pelo grande público. Uma pena, já que o filme foi considerado por muitos, um dos melhores filmes daquele ano. London foi um filme pouco visto no cinema, mas que ganhou uma certa notoriedade quando chegou para Home Video. Seus DVD nos Estados Unidos conseguiu bons índices de vendas – pelo menos o bastante para se pagar.

A trama do longa parece simples: um rapaz chamado Syd (Chris Evans – o capitão América) rompe seu relacionamento com London (Jessica Biel) , ele e seu traficante(Statham) vão até a sua festa de despedida com o objetivo de tentar concertar algumas coisas do passado.

O filme é todo baseado no casal e os flashbacks em não ordem cronológica fazem entender aos poucos a difícil relação entre os dois e os motivos de terem terminado o seu relacionamento. Syd e seu traficante ficam praticamente o filme inteiro no banheiro da festa (bem teatral), onde tentam chegar a conclusões que só fazem o personagem se afundar ainda mais.

Outro destaque da trama são os coadjuvantes, Statham – com cabelo e sem naipe de figurão de ação – é um traficante complexo e com experiências em sexo sujo (seus fashbacks são ótimos). Ele constrói uma amizade com Syd bem interessante e por incrível que pareça é dele que vem os melhores conselhos. Seu desfecho é bem curioso já que um segredo é revelado. Além dele Isla Ficher faz uma participação no filme e Dane Cook é responsável por uma cena bem engraçada – talvez a única – do filme.

O casal principal do filme é complexo e seus diálogos parecem ser do Arnaldo Jabor, cheio de questionamentos sobre o relacionamento, amor e sentimentos. A atuação de Evans e Biel não é uma das melhores coisas do mundo, mas estão corretos e conseguem ter uma boa química – talvez por na época eram namorados de verdade. Syd é um personagem  que de tão confuso se torna chato, mas totalmente contraditório já que em certos momentos ele dá um show de sensatez, já London é aquele tipo de mulher que é 8 ou 80 e não consegue comer meia barra de chocolate, fumar meio baseado e deixar uma conversa pela metade. Personagens bem legais e que acabam dividindo o público.

O desfecho é condizente com o filme e não se deve esperar reviravoltas em momento nenhum, é um filme linear que conta uma historia com começo, meio e fim e nada mais.

Se você gosta de filmes de diálogos e relacionamentos indico, London, mas não veja com sua namorada (o) isso pode gerar um conflito, já que os homens tendem a entender Syd e as mulheres London.

 
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Conheça a Extinta Banda “The Thrills”

11 abr

Em uma das minhas buscas por boas músicas internacionais acabei me deparando com uma lista de bandas irlandesas que são (ou eram) consideradas promissoras.

A terra do mala do Bonno,  geralmente é generosa quando se trata em talentos da música. Não sei se são os pub’s, a boêmia,  a paisagem ou até mesmo os Vikings, mas muitos talentos saem de lá e ganham notoriedade mundial.

Criada em 2004 The Thrills é uma banda que ao primeiro momento lembra um pouco Oasis (uma das minhas favoritas), Neil Yong e Keane, mas depois de conhecer sua discografia vemos que provavelmente exista essa inspiração, mas que no fundo The Thrills tem personalidade própria.

Com naipe “mauricinho nerd” esses muleques eram bem promissores e chegaram a fazer sucesso no mundo underground irlandês e também no estado americano da Califórnia – graças a um fã especial. O ator Adam Brody (Pânico 4, Sr. e Sra. Smith, Eu e as Mulheres) era fã de carteirinha da banda e conseguiu convencer os produtores musicais da série The O.C – série que estrelava – a colocar um dos hits da banda na trilha sonora. Após seu primeiro hit ‘Big Sur’ a banda emplacou mais dois sucessos: ‘Dont Steal our Sun’ e ‘The Irish Keep Gate Crashing’.

Com letras bem legais, com xingamentos, sexo e protesto  muitas vezes não combinam com a aparencia “fofa” da banda, que infelizmente foi lançada em meio a uma crise fonográfica, onde somente os fortes sobreviveram. Com apenas 3 álbuns lançados The Thrills teve que enfrentar tempos difíceis, onde gravadoras faliram, artistas tentavam outras soluções para vender seus álbuns e descobridores de talento procuravam outro emprego. Nessa eles acabaram no limbo musical e não dão notícias desde 2007. Tentei procurar o destino que cada integrante teve, mas não achei nada de concreto.

Bem ou mal, a banda em apenas três álbuns deixou boas músicas para aqueles que curtem um pop-rock alternativo de uma mulecada que sabe fazer um bom som com mistura de instrumentos aparentemente sem conotação ao rock (violinos, por exemplo).

Veja no Youtube alguns clipes (bem legais por sinal) e tire suas próprias conclusões.

 
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O Espetáculo de Roger Waters

02 abr

Como qualquer ser humano, tenho minhas preferências musicais e bandas que sou fã – características de um  apaixonado por música. Pink Floyd sempre foi uma banda que eu gostei, mas não nunca flertei com o fanatismo. Gosto de muitas músicas da banda e em especial os álbuns “The Wall” e o clássico “The Dark side Moon” por ter em seu conteúdo letras referente a protesto, metais pesados e outras mais calmas e românticas com um toque do bom e velho rock.

Vindo da mesma escola de Beatles e Rolling Stones a banda inglesa foi uma das responsáveis pela transformação do rock e a primeira banda a usar sua música como forma de protesto e contar histórias próximas da grande massa. Acredito que seja esse o seu diferencial: fazer da música algo inovador e transformador.

O grupo nos meados dos anos 90 se separou em torno de processos e bastante polêmica, mas independente disso seu legado iria perdurar durante muito tempo. Roger Waters, o único integrante que continuou a carreira de maneira sólida é o maior militante e responsável por fazer com que isso aconteça.

No último domingo (01) tive a honra de presenciar a apresentação de The Wall – turnê apresentada em diversos países – do vovô do rock Roger Waters.  É muito difícil descrever o que eu vi nas quase duas horas de show. Já tinha visto alguns clipes no youtube e confesso que fiquei impressionado, o que não imaginava é que aquele show seria o mesmo que viria a terras tupiniquins e quando cheguei ao Morumbi já percebi de cara que estava errado. The Wall seria apresentado da maneira que deveria ser apresentado e o melhor: na minha cara.

O show não pode ser chamado apenas de show, mas sim de espetáculo. Waters transforma o palco em algo surreal. De cara temos uma abertura de arrepiar com direito a muitos (digo muitos mesmo) fogos, efeitos sonoros que saiam de lugares estratégicos e um avião que sobrevoa a platéia e bate no muro deixando as mais de 70 mil pessoas aos berros e com certeza arrepiadas. As músicas cantadas em coro têm o auxilio de projeções espetaculares que fazem menção ao capitalismo, intolerância, guerras estúpidas, raças e até mesmo uma bela homenagem a Jean Charles – brasileiro morto por engano no metrô de Londres.  Além do muro, há bonecos gigantescos e até o famoso porco está presente – este que tive a honra de passar a mão. É tudo tão perfeito que você tem a sensação de estar vendo a um filme em tempo real. Algo realmente indescritível.

O mais interessante é que a mega produção não apaga em nenhum momento suas músicas clássicas do emblemático álbum, fato que é corriqueiro em artistas pop do momento. Waters canta, pula, atira, interage com o telão e outras ações que me fez questionar o seus 68 anos de idade (provavelmente há um pacto from hell aí).  Sua banda é dos sonhos, e Waters divide o palco com os seus companheiros sem medo e sem pudor, um show de humildade e reconhecimento aos seus companheiros de palco que metade do show ficam atrás do muro.

Com referencias ao filme “Pink Floyd: The Wall” – fica a dica – o muro tem desenhos animados, ele cai, se reergue, gira e o melhor não divide você de Waters, pelo contrário, um muro nunca aproximou tanto música, artista, platéia e arte. Isso graças a um espetáculo de bom gosto e emocionante que com certeza entrará na história.

Confira um pedaço do show e sente o drama:

 
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De novo só o ano?

01 jan

Antes de qualquer coisa, não quero que você pense que sou antiquado, conservador e com alma de velho. Mas o que vou falar a seguir é o relato de um cara que bebeu e que preferiu ficar sóbrio.

Quando tinha meus 18/19 anos ficava andando pra lá e pra cá na orla da praia cumprimentando todo mundo que conhecia e no fim parava entre o Joinville e o Moby para a concentração, com direito a muita bebida. Neste ano vi a queima de fogos e depois – de baixo de muita chuva – fui até o local onde costumava ir à minha adolescência.

Depois de encontrar algumas pessoas queridas, bebi “bons drink” e fiquei pelo local que estava lotado por uma nova geração. Essa geração ocupou o lugar da minha, só que agora eles estavam muito mais intensos, mais bêbados, mais petulantes e mais loucos. Isso fez com que eu chegasse na seguinte conclusão: Só o ano é novo, mas as pessoas continuam as mesmas.

No meio de um pileque resolvi ficar sóbrio – apesar de não estar -, e observar a minha geração ao lado da nova. Não tinha muita diferença. Muita maconha, bebida, meninas chorando, pessoas beijando qualquer pessoa que passava etc. Me bateu uma sensação de que as pessoas talvez não se modifiquem, que fazem votos para o outro ano, dizem que vão ser melhores, mas na verdade continuam iguais. Não que eu repreenda estes atos, acredito que cada um é livre para fazer aquilo que quer, mas para se perder na liberdade é muito mais simples e muito mais rápido.

Quase no final da noite a Polícia Militar estava fazendo o seu trabalho de evacuar a rua para que algumas pessoas bêbadas inconseqüentes não se machucassem, e as cenas que vi foi um lamento. Perto de mim um rapaz jogou uma garrafa na polícia – onde alguns eram educados outros não -, e aí o bicho pegou. Foi gente apanhando, pessoas brigando com a polícia, meninas apartando a confusão e pessoas completamente descontroladas sem entender que estavam erradas. Sei que tudo tem dois lados, mas naquela hora eu vi os dois lados. Foi um festival de coisas boçais e que fez perder todo o sentindo do ano novo – que pra mim é festa, alegria, comemoração etc.

Este ano eu elevei meus pensamentos e minhas energias para coisas boas para mim. Acredito que não sejamos perfeitos e nem quero me transformar em um Gandhi, mas acho que devemos rever sempre nossos pensamentos, nossas metas, nossa personalidade e tentar ser uma pessoa melhor. Não ter medo de mudar de opinião e se modificar é pertencer ao mundo.

O ano mudou e você mudou?

Feliz Ano Novo!

 

Então é Natal…

25 dez

Tenho em mim uma parte judaica que provavelmente se aflora em épocas natalinas.
Não sou um grande apreciador do Natal e acho esta festa um tanto quanto engraçada. As situações se repetem ano a ano e tenho a sensação de estar em um looping infinito quando o assunto é Natal em família.
Acredito que exista algum curso secreto, onde homens e mulheres depois dos 35 anos e que são pais, fazem para aprender como agir, se vestir e falar todos iguais. Com certeza a minha família tem muito da sua e a sua muito da minha.

O primeiro passo para perceber que é natal é quando a matriarca da família começa a preparar os alimentos que serão servidos. Ela geralmente quer fazer as coisas da ceia sozinha, aceita o mínimo de ajuda e fica reclamando que a pessoa que fez a compra esqueceu a salsinha, o orégano, o tomilho e outras coisas que pessoas normais não se lembrariam de comprar.

Enquanto a matriarca apresenta alguns sinais de bipolaridade – às vezes fica feliz, colocando música alta e dançando músicas de sua época , mas tem lapsos de 5 em 5 minutos para reclamar – o patriarca da família que sempre encontra-se desaparecido durante o dia, volta antes do almoço beliscando tudo e encontrando no sofá da sala sua melhor companhia. O patriarca sempre é acordado com recados carinhosos de coisas que estão faltando e ele novamente sai de casa para comprar as coisas. Só que essas compras sempre demoram e sempre são acompanhadas da desculpa de ter encontrado algum amigo e que ficaram bebendo – quando não é levado para a sua casa.

Depois dos pratos prontos é a hora de começar o Natal. Meu Natal em Santos é sempre mais pacato e as situações são iguais só que em pequena escala, mas no Rio de Janeiro – da onde toda minha família é – é o completo caos. Um tio sambista meu denomina o Natal na casa do meu avô como: “A Convenção das Bruxas”. Primeiro que todas aquelas suas tias se unem para uma terrível competição de qual dos filhos é o melhor.

-Meu filho terminou a faculdade, tá em ótimo emprego e é muito inteligente.
- Nossa o meu tá na marinha, tá se dando super bem, ganhando bem…
Mas esta conversa apenas dura no máximo 4 engradados, logo após as falas mais comuns são:
- Olha, meu filho é muito inteligente, mas é preguiçoso! Às vezes passa o dia inteiro dormindo. E quando chega bêbado?
- Não sei onde esse meu filho vai parar. Chega toda semana cheirando a cachaça também. Só por Deus.
Em uma tentativa de não ouvir mais isso, você sai de perto mas se depara com o clássico tio do Pavê – É pra ver ou é pra comer? – e a tia que te abraça que usa um perfume barato e pergunta: – E a namorada, cadê?
O jeito é encher a pança e beber, mas convenhamos, por que diabos temos que cear a meia-noite? Se toda a vez que nascer uma criança e eu comer que nem um cabrito em dia de abate eu viro o Majin Boo. Tudo bem que é o grande JC, mas pô, não precisa esperar tanto!

Depois da meia-noite todo mundo só come um pouco da ceia, porque antes era tanta coisa (amendoin, biscoito, pastelzinhos e etc.) que quando você vai comer está sem fome e sua mãe sempre lança um: – No próximo ano vou fazer menos comida! Aham mãe, acredito…¬¬

Na hora dos presentes eu nem espero muita coisa, sempre ganhava cuecas Zorbas amarelas, meias, camisetas regatas e sempre tinha uma tia que me dava um mini-game. Era TODO ANO aquele mini game que tem Tetris e 456 jogos que você nunca descobriu como joga. Na hora do presente é comum ouvir:
- Se não gostar pode trocar. (o que traduz a falta de cuidado em comprar o presente)
- É só uma lembrança (o que traduz geralmente que são anjinhos de biscuit)
- A tia não comprou o seu presente porque estava sem tempo (o que traduz que tava sem paciência)
- Cadê o saco do Papai Noel? (geralmente o tio do Pavê que fala)

Em meio histórias que você ouve desde 1994 , seu tio bêbado que te chama de outro nome, a sua tia que fala que já deu banho em você e aquele primo que já teve problemas com a justiça que quando pega a faca todos ficam apreensivos, acho que o Natal é a grande celebração do ser humano e da sua melancolia.
Por isso que o meu avô é o mais certo, ele come, toma a cervejinha dele,chama uns amigos e toca o cavaquinho, enquanto tudo acontece paralelamente.

E agora que é dia 25 os ânimos estão mais calmos, sua mãe comentando alguma fofoca que soube, seu pai no mesmo esquema de desaparecer durante a manhã e voltar com um leve odor de cevada e você tendo que ouvir do tio que não sabe o seu nome a clássica: – Hoje é comida francesa, é RESTODEONTÊ!

Feliz Hanucá para todos!

 

Para cada neurônio um sonho

14 out

Segundo a Journal of Comparative Neurology (pesquisei no Google) existem em torno de 100 bilhões de neurônios dentro de uma cachola. Tirando alguns danificados e outros que simplesmente param de funcionar por vontade própria devem sobrar uns 87 bilhões. Entre vontades, desejos, necessidades e afins, muitos deles em mim são responsáveis por sonhos.

Não sei se é idade, idealismo, esquizofrenia ou os meus neurônios que não andam se bicando, mas muitas vezes tenho a sensação que cada um deles tem vida própria com vontades e sonhos diferentes. Quando era pequeno o meu maior sonho era ser um Power Ranger ou ser amigo dos Goonies, mas o máximo que cheguei foi ter um braço fraturado enquanto tentava salvar pintinhos indefesos das mãos da Rita Repulsa – uma vizinha mendiga – e ser amigo da Claudia Slot – uma moradora de rua que descobri há pouco tempo que na verdade era um homem vestido de mulher O.o

As crianças dos anos 90 tinham respostas padrões para a pergunta: O que você quer ser quando crescer? Era sempre o mesmo lenga-lenga de médico, bombeiro, astronauta, ator, modelo, cantor etc. E eu gostava de dar respostas bem peculiares como, por exemplo: detetive, escritor, aparecer na novela Vamp, ser rico, agente secreto e até mesmo apresentador do extinto programa Hugo. Muitas destas respostas eram para quebrar o clichê e não ser nenhum um pouco parecido com muitos que hoje cresceram e podem ser visto nas baladas com braços tatuados, camisetas brancas coladas, gel no cabelo e dançinha padrão (que se resume em mover o ombro e levemente os braços, um dia te ensino através de vídeo). Hoje, muito dos meus amiguinhos são pessoas normais, que trabalham, namoram ou viraram pegadores e se fingem de homens sérios, mas que na verdade estão doidos para serem convidados para jogar taco na rua.

Quando criança não é pecado ter para cada neurônio um sonho, é dado como bonitinho e acompanhado sempre com um comentário debochado daquela sua tia solteirona e descrente da vida. Mas quando crescemos? Somos loucos, instáveis, insatisfeitos e infelizes. E isso faz com que cada neurônio morra e que sejamos sugados para um buraco negro que quando chega ao fim é triste e escuro. Quantos sonhos deixamos morrer? Quantas vezes somos aquela tia debochada dando somente tapinhas nas costas dos outros? Quantas vezes deixamos de acreditar que o Zordon irá nos recrutar para salvar a Alameda dos Anjos?

Tenho um sonho que interliga todos os meus neurônios sonhadores. Sonho que os neurônios se renovem, que não morram, se multipliquem e sejam neurônios de outras pessoas. E se hoje, depois de tanto tempo eu ainda querer no fundo ser Power Ranger, apresentador do Hugo, detetive e etc?

#Filosofei na Pedra

 

Capitão Spoiler – O Retorno – Episódio 4.1

04 ago

Olá Amiguinhos.

Eu sou o Capitão Spoiler.

Nesta quarta aventura irei desvendar os mistérios dos filmes de verão que se passam no inverno aqui no Brasil.

Confira e não se esqueça de mandar perguntinhas e curtir no Face!

Um Abraço!

Obs: Este episódio, assim como Harry Potter é divido em duas partes!

 

O Bom e velho Eddie Vedder e seu novo “Ukulele Songs”

14 jul

Olá amiguinhos.

Pra mim o Pearl Jam é sem sombra de dúvidas uma das bandas mais importantes do Rock dos anos 80 e 90. Apesar de toda a sua “sonzeira” e seu metal na medida certa o que sempre me chamou a atenção na banda foi a potente e versátil voz do vocalista da banda Eddie Vedder.

Em 2006 o grupo resolveu dar um “tempinho” e Vedder que já se arriscava em alguns projetos solos, aceitou o convite do ator e diretor Sean Penn para produzir e criar toda a trilha sonora de seu mais novo filme: Na Natureza Selvagem (Into The Wild).

Poderia ficar aqui horas e horas falando do deslumbrante filme de Penn que é obrigatório para todo jovem que já pensou pelo menos uma vez abandonar tudo e partir sem rumo, mas a real é que Na Natureza Selvagem tem uma das trilhas sonoras mais bonitas do cinema moderno. Eddie Vedder em um momento reflexivo compôs músicas com uma sonoridade folk, e permite que viajemos com as melodias. Este “baseado” musical é uma obra prima, que só acrescenta ao filme e mostra uma versatilidade de Vedder, que é bem raro em roqueiros e músicos do segmento.

No final do no ano passado, o roqueiro anunciou que entraria em estúdio novamente, pra gravar seu mais novo álbum. Confesso que esperava algo bem parecido com Into the Wild, até questionei se este seria o novo estilo do cantor. Mas eis que vem uma ótima surpresa.

Gravado todinho com um Ukulele (instrumento musical, com som muito particular, possuí apenas 4 cordas e lembra bastante um violão em miniatura) o novo álbum de Vedder vai na contramão do anterior. Enquanto Into The Wild é grandioso, com batidas emocionantes e que te desperta uma falsa sensação de liberdade, Ukulele é intimista e bem introspectivo. Invés de grandes gritos e Vedder mostrando toda a sua potência vocal, ele está mais ponderado e com uma voz mais suave – mas é claro que seu grave peculiar continua impresso em cada canção.

Ukulele Songs conta com participações especiais de Glen Hansard (ex-The Frames) na ótima regravação Sleepless Nights e Cat Power na faixa Tonight You Belong To Me. Além de músicas inéditas, Vedder aposta em regravações – destaque para  Dream A Little Dream.

A verdade é que Eddie Vedder mostra um lado de compositor e músico que muitas pessoas não conheciam. Ele parece ser minimalista com cada detalhe e suas músicas entram em nossos ouvidos de maneira simples e doce. Ukulele Songs é um ótimo disco para dias que você não tá afim de ouvir ruídos e músicas de batidas fortes, simplórias e repetitivas.

Se você ainda não conhece a obra solo de Vedder, baixe, compre, roube, ouça na playlist de um amiguinho, mas experimente!

Nota: Em novembro Tiozão Vedder vem aí com Pearl Jam, vamô aê?

Um abraço do seu amigo, Capitão Spoiler!

 
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Capitão Spoiler VS O Monstruoso TCC

07 jul

Olá amiguinhos.

Muitas pessoas estão me perguntando o porquê eu ando sumido e nunca mais apareci por aí para te salvar dos mistérios do cinema. Mas calma, porque estou me recuperando do sequestro que sofri do meu arquiinimigo: O Monstruoso TCC.

Eu, como qualquer super-herói sempre combati meus inimigos de maneira digna e ética, mas este ano fui massacrado por um inimigo em comum de várias pessoas. O Monstruoso TCC já estava a três anos querendo aparecer na minha pacata vida, porém nunca dei muita bola para ele. E é aí que mora o perigo, como qualquer inimigo ele vem de maneira tímida e te dá um bote sem esperar, e nessa vai de você se está preparado para nocauteiá-lo ou ser levado – assim como fui – por ele.

O Monstruoso TCC não é um vilão de tapa olho e não usa armas de laser. Ele pesa 7.567 Kg tem 132 tentáculos e anda mais rápido que a luz. Com muita alegre comunico a você que já o destruí pela metade, mas ainda falta muita porrada pra dar e pra levar.

O bom é que nessa minha difícil jornada tirei conclusões importantes são elas:

- O Monstruoso TCC conta com agentes duplos, você nunca sabe de que lado eles estão.

- Você não pode detoná-lo sozinho. Você precisa de uma equipe forte e eficaz.

- Se no meio do combate a sua equipe te chamar para uma boa dose, não dispense. Isso é combustível!

- Ele usa armas como livros mortais então se esquive e jogue de volta nele.

- Não tenha medo de pedir água (ardente de preferência) no meio do combate. Arregar às vezes faz com que você trace novas estratégias.

- Se você vê que ele está te vencendo, saia correndo e pare no primeiro ponto de energização e tome o líquido do poder.

Este combate apesar de não ter terminado, está perto do fim. E se vai valer à pena ou não derrotá-lo, são coisas que somente o tempo dirá.
Eu me livrei por tempo indeterminado do cativeiro, mas não sei quando poderei voltar. Enquanto não volto, continuarei te salvando!

AGUARDEM QUE EM BREVE EU ESTOU COM MAIS UMA NOVA AVENTURA!

Obrigado aos ninjas do dose que sempre me levaram para o QG quando precisei – e ainda vou precisar!

Um grande abraço, do seu amigo Capitão Spoiler.

 

Capitão Spoiler – EXTRA – PÂNICO 4

22 abr

EDIÇÃO EXTRA E ESPECIAL DO CAPITÃO SPOILER!!!

O Capitão foi ao cinema conferir o novo filme de Wes Craven e desvenda para você os mistérios de Pânico 4!

Saiba através de nosso Super Herói quem são os assassinos do filme e grite para quem quiser na fila do cinema!