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Dose Musical – Saramandaia #03

25 jan

No ar o terceiro vídeo da banda Saramandaia no Dose Musical.

Saramandaia.

Banda: Saramandaia
Integrantes: Ugo Castro Alves, Lua Marina, Caio Forster, Nyllo Canela e Odilon de Carvalho.
Local: Sesc Santos – Rua Conselheiro Ribas, 136 – Santos – SP

Para assistir os outros vídeos da banda clique aqui

 
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Escrito por: admin. Categoria Dose Musical

 

Sim Isso é Rap.

23 jan

“Freguês da Meia Noite”
Criolo

Meia Noite
Em pleno Largo do Arouche
Em frente ao Mercado das Flores
Há um restaurante francês
E lá te esperei
Meia Noite
Num frio que é um açoite
A confeiteira e seus doces
Sempre vem oferecer
Furta-cor de prazer
E não há como negar
Que o prato a se ofertar
Não a faça salivar
Num quartinho de ilusão
Meu cão que não late em vão
No frio atrito meditei
Dessa vez não serei seu freguês
Meia Noite
Num frio que é um açoite
A confeiteira e seus doces
Sempre vem oferecer
Furta-cor de prazer
E não há como negar
Que o prato a se ofertar
Não a faça salivar
Num quartinho de ilusão
Meu cão que não late em vão
No frio atrito meditei
Dessa vez não serei seu freguês.

 
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Escrito por: pardalvermelho. Categoria Conversas de Bar

 

Destro ou Canhoto?

17 jan

Uma tremenda babaquice é esse negócio de Direita e Esquerda, em se tratando de visão política.

Não consigo pensar como pensam a maioria dos partidários políticos, ou partidários da política. Esse negócio de Direita e Esquerda é um verdadeiro pé no saco. Ou um verdadeiro qüiproquó.

Conheço algumas pessoas que têm esse discurso. Eles dizem que são de esquerda, usam camisa do Che Guevara, sandálias de renda e fumam Maconha(alguns). Pois bem!!!

Che Guevara, segundo consta no livro Guia politicamente incorreto da América Latina, odiava artistas, drogas e era categoricamente Homofóbico. Se Che fosse vivo, ou se analisarmos seu discurso e suas atitudes, elas são dignas de um sujeito ativo da direita. Mas os sujeitos com viés direitista que conheço, não são adeptos do Che Guevara. Ô loco meu!!

Os esquerdistas, com seus discursos fortes e veementes, são tão e às vezes mais radicais que os direitistas. Ora, como um sujeito acusa um de ser radical sendo tão radical como o outro. Que P…

Não entendo nada mesmo.

Um amigo meu se diz da esquerda. Camisa do Che, barba, já foi bicho-grilo, odeia as autoridades, odeia tudo, resumindo. Porém, ele esquece que odiando todo mundo como ele… Está agindo da mesma forma como agem àqueles a quem ele odeia (direitistas, Bolsonaros e tal). Como é que a gente, leigos que somos, iremos nos posicionar?

Destro ou canhoto? Com qual mão escrever?

Eu tenho um modo peculiar (ou não) de pensar. Simplesmente não sou radical. Não confio em nenhuma ideologia, ainda mais em se tratando de coisas políticas, onde o interesse próprio está acima de qualquer coisa. Tudo tem o lado legal e o ilegal (ou imoral).

O que de fato me incomoda são os discursos antiquados que vemos espalhados por aí. Aquele monte de gente se achando hippie e falando as mesmas coisas que falavam há 30 anos (estudantes da USP, por exemplo), ou àqueles que falam sobre o perigo da esquerda, dos vermelhos, comunistas, e blábláblá. Isso acabou!

Não tem mais vermelho e não tem mais verde. O inimigo agora é outro.

Ah! Outro detalhe: PT e PSDB é a mesma merda.

 
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Escrito por: phalador. Categoria Conversas de Bar

 

Você ama o dinheiro?

10 jan

Estou lendo um livro chamado “A Revolta de Atlas” ou “Quem é o John Galt”.
Achei ele quando me perdi em textos na internet. Li milhares de coisas sobre ele ser o “livro mais influente nos Estados Unidos depois da Bíblia” e mais um montão de coisas. O livro foi escrito por Ayn Rand (que tinha como filosofia o individualismo e o liberalismo econômico) em 1957 e lançado aqui no Brasil na década de 80 em 3 livros. Outro dia escutei no programa Fim de Expediente da CBN um economista indicando ele como um dos livros essências pra todos lerem. Realmente é tudo isso. Me impressionei com a visão do trabalho e do comércio retratada no livro. Ainda não terminei de ler, mas ontem passei a madrugada colado nas páginas, pelo que até agora parece ser o ponto alto da história. Entre várias tramas, um texto, não, na verdade um discurso de um personagem (Francisco d’Anconia) sobre o dinheiro merece destaque. Você acha que o dinheiro é o mau do mundo? Que corrompe? Você não ama o dinheiro? Então separe um pouco do seu tempo livre e leia o texto abaixo (sei que é enorme, mas vale a pena! No final você vai sentir vergonha da sua preguiça inicial).

-Então o senhor acha que o dinheiro é a origem de todo o mal? O senhor já se perguntou qual é a origem do dinheiro? Ele é um instrumento de troca, que só pode existir quando há bens produzidos e homens capazes de produzi-los. O dinheiro é a forma material do princípio de que os homens que querem negociar uns com os outros precisam trocar um valor por outro. O dinheiro não é o instrumento dos pidões, que recorrem às lágrimas para pedir produtos, nem dos saqueadores, que os levam à força. O dinheiro só se torna possível por intermédio dos homens que produzem. É isso que o senhor considera mau? Quem aceita dinheiro como pagamento por seu esforço só o faz por saber que ele será trocado pelo produto do esforço de outrem. Não são os pidões nem os saqueadores que dão ao dinheiro o seu valor. Nem um oceano de lágrimas nem todas as armas do mundo podem transformar aqueles pedaços de papel no seu bolso no pão de que você precisa para sobreviver. Aqueles pedaços de papel, que deveriam ser ouro, são penhores de honra, e é por meio deles você se apropria da energia dos homens que produzem. A sua carteira afirma a esperança de que em algum lugar no mundo ao seu redor existam homens que não traem aquele princípio moral que é a origem do dinheiro. É isso que o senhor considera mau?

Ninguém respondeu.

-Já procurou a origem da produção? Olhe para um gerador de eletricidade e ouse dizer que ele foi criado pelo esforço muscular de criaturas irracionais. Tente plantar um grão de trigo sem os conhecimentos que lhe foram legados pelos homens que foram os primeiros a fazer isso. Tente obter alimentos usando apenas movimentos físicos e descobrirá que a mente do homem é a origem de todos os produtos e de toda a riqueza que já houve na terra. Mas o senhor diz que o dinheiro é feito pelos fortes em detrimento dos fracos? A que força se refere? Não à força das armas nem à dos músculos. A riqueza é produto da capacidade humana de pensar. Então a riqueza é feita pelo homem que inventa um motor em detrimento daqueles que não o inventaram? O dinheiro é feito pela inteligência em detrimento dos estúpidos? Pelos capazes em detrimento dos incompetentes? Pelos ambiciosos em detrimento dos preguiçosos? O dinheiro é feito – antes de poder ser embolsado pelos pidões e pelos saqueadores – pelo esforço honesto de todo homem honesto, cada um na medida de suas capacidades. O homem honesto é aquele que sabe que não pode consumir mais do que produz. Comerciar por meio do dinheiro é o código dos homens de boa vontade. O dinheiro se baseia no axioma de que todo homem é proprietário de sua mente e de seu trabalho. O dinheiro não permite que nenhum poder prescreva o valor do seu trabalho, senão a escolha voluntária do homem que está disposto a trocar com você o trabalho dele. O dinheiro permite que você obtenha em troca dos seus produtos e do seu trabalho aquilo que esses produtos e esse trabalho valem para os homens que os adquirem, nada mais que isso. O dinheiro só permite os negócios em que há benefício mútuo segundo o juízo das partes voluntárias. O dinheiro exige o reconhecimento de que os homens precisam trabalhar em benefício próprio, não em detrimento de si próprios. Para lucrar, não para perder. De que os homens não são bestas de carga, que não nascem para arcar com o ônus da miséria. De que é preciso lhes oferecer valores, não dores. De que o vínculo comum entre os homens não é a troca de sofrimento, mas a troca de bens. O dinheiro exige que o senhor venda não a sua fraqueza à estupidez humana, mas o seu talento à razão humana. Exige que compre não o pior que os outros oferecem, mas o melhor que ele pode comprar. E, quando os homens vivem do comércio – com a razão e não à força, como árbitro ao qual não se pode mais apelar –, é o melhor produto que sai vencendo, o melhor desempenho, o homem de melhor juízo e maior capacidade – e o grau da produtividade de um homem é o grau de sua recompensa. Este é o código da existência, cujos instrumento e símbolo são o dinheiro. É isto que o senhor considera mau?

Todos continuaram em silêncio.

-Mas o dinheiro é só um instrumento. Ele pode levá-lo aonde o senhor quiser, mas não pode substituir o motorista do carro. Ele lhe dá meios de satisfazer seus desejos, mas não lhe cria desejos. O dinheiro é o flagelo dos homens que tentam inverter a lei da causalidade – aqueles que tentam substituir a mente pelo sequestro dos produtos da mente. O dinheiro não compra felicidade para o homem que não sabe o que quer; não lhe dá um código de valores se ele não tem conhecimento a respeito de valores, e não lhe dá um objetivo, se ele não escolhe uma meta. O dinheiro não compra inteligênciadestrói. Mas o senhor diz que o dinheiro o corrompeu. Foi mesmo? Ou foi o herdeiro que corrompeu seu dinheiro? Não inveje um herdeiro que não vale nada: a riqueza dele não é sua, e o senhor não teria tirado melhor proveito dela. Não pense que ela deveria ser distribuída – criar cinquenta parasitas em lugar de um só não reaviva a virtude morta que criou a fortuna. O dinheiro é um poder vivo que morre quando se afasta de sua origem. O dinheiro não serve à mente que não está a sua altura. É por isso que o senhor o considera mau?

Antes que alguém pudesse responder, Francisco prosseguiu:

-O dinheiro é o seu meio de sobrevivência. O veredicto que o senhor dá à fonte de seu sustento é o veredicto que dá à sua própria vida. Se a fonte é corrupta, o senhor condena sua própria existência. O seu dinheiro provém da fraude? Da exploração dos vícios e da estupidez humanos? O senhor o obteve servindo aos insensatos, na esperança de que eles lhe dessem mais do que sua capacidade merece? Baixando seus padrões de exigência? Fazendo um trabalho que o senhor despreza para compradores que não respeita? Nesse caso, o seu dinheiro não lhe dará um momento sequer de felicidade. Todas as coisas que adquirir serão não um tributo ao senhor, mas uma acusação; não uma realização, mas um momento de vergonha. Então o senhor dirá que o dinheiro é mau. Mau porque ele não substitui seu amor-próprio? Mau porque não permite que o senhor aproveite e goze sua depravação? É esse o motivo de seu ódio ao dinheiro? O dinheiro será sempre um efeito, e nada jamais o substituirá na posição de causa. O dinheiro é produto da virtude, mas não dá virtude nem redime vícios. Ele não lhe dá o que o senhor não merece, nem em termos materiais nem em termos espirituais. É esse o motivo de seu ódio ao dinheiro? Ou será que o senhor disse que é o amor ao dinheiro que é a origem de todo o mal? Amar uma coisa é conhecer e amar a sua natureza. Amar o dinheiro é conhecer e amar o fato de que ele é criado pela melhor força que há dentro do senhor, sua chave-mestra que lhe permite trocar o seu esforço pelo dos melhores homens que há. O homem que venderia a própria alma por um tostão é o que mais alto brada que odeia o dinheiro – e ele tem bons motivos para odiá-lo. Os que amam o dinheiro estão dispostos a trabalhar para ganhá-lo. Eles sabem que são capazes de merecê-lo. Eis uma boa pista para saber o caráter dos homens: aquele que amaldiçoa o dinheiro o obtém de modo desonroso; aquele que o respeita o ganha honestamente. Fuja do homem que diz que o dinheiro é mau. Essa afirmativa é o estigma que identifica o saqueador, assim como o sino indicava o leproso. Enquanto os homens viverem juntos na terra e precisarem de um meio para negociar, se abandonarem o dinheiro, o único substituto que encontrarão será o cano do fuzil.
Atônitos, os convidados olhavam fixamente para Francisco.

- O dinheiro exige do senhor as mais elevadas virtudes, se quer ganhá-lo ou conservá-lo. Os homens que não têm coragem, orgulho nem amor-próprio, que não têm convicção moral de que merecem o dinheiro que têm e não estão dispostos a defendê-lo como defendem suas próprias vidas, os homens que pedem desculpas por serem ricos – esses não vão permanecer ricos por muito tempo. São presa fácil para os enxames de saqueadores que vivem debaixo das pedras durante séculos, mas que saem do esconderijo assim que farejam um homem que pede perdão pelo crime de possuir riquezas. Rapidamente eles vão livrá-lo dessa culpa. Então o senhor verá a ascensão daqueles que vivem uma vida dupla, que vivem da força, mas dependem dos que vivem do comércio para criar o valor do dinheiro que eles saqueiam. Esses homens vivem pegando carona com a virtude. Numa sociedade em que há moral, eles são os criminosos, e as leis são feitas para proteger os cidadãos contra eles. Mas, quando uma sociedade cria uma categoria de criminosos legítimos e saqueadores legais – homens que usam a força para se apossar da riqueza de vítimas desarmadas – então o dinheiro se transforma no vingador daqueles que o criaram. Tais saqueadores acham que não há perigo em roubar homens indefesos, depois que aprovam uma lei que os desarme. Mas o produto de seu saque acaba atraindo outros saqueadores, que os saqueiam como eles fizeram com os homens desarmados. E assim a coisa continua, vencendo sempre não o que produz mais, mas aquele que é mais implacável em sua brutalidade. Quando o padrão é a força, o assassino vence o batedor de carteiras. E então essa sociedade desaparece, em meio a ruínas e matanças. Quer saber se este dia se aproxima? Observe o dinheiro: ele é o barômetro da virtude de uma sociedade. Quando há comércio não por consentimento, mas por compulsão, quando para produzir é necessário pedir permissão a homens que nada produzem – quando o dinheiro flui para aqueles que não vendem produtos, mas têm influência –, quando os homens enriquecem mais pelo suborno e favores do que pelo trabalho, e as leis não protegem quem produz de quem rouba, mas quem rouba de quem produz – quando a corrupção é recompensada e a honestidade vira um sacrifício –, pode ter certeza de que a sociedade está condenada. O dinheiro é um meio de troca tão nobre que não entra em competição com as armas e não faz concessões à brutalidade. Ele não permite que um país sobreviva se metade é propriedade, metade é produto de saques. Sempre que surgem destruidores, a primeira coisa que destroem é o dinheiro, pois ele protege os homens e constitui a base da existência moral. Os destruidores se apossam do ouro e deixam em troca uma pilha de papel falso. Isto destrói todos os padrões objetivos e põe os homens nas mãos de um determinador arbitrário de valores. O dinheiro era um valor objetivo, equivalente à riqueza produzida. O papel é uma hipoteca sobre riquezas inexistentes, sustentado por uma arma apontada para aqueles que têm de produzi-las. O papel é um cheque emitido por saqueadores legais sobre uma conta que não é deles: a virtude de suas vítimas. Cuidado que um dia o cheque é devolvido, com o carimbo “sem fundos”.

Francisco encarou os convidados e continuou:

-Se o senhor faz do mal um meio de sobrevivência, não é de esperar que os homens permaneçam bons. Não é de esperar que eles continuem a seguir a moral e sacrifiquem suas vidas para proveito dos imorais. Não é de esperar que eles produzam, quando a produção é punida e o saque é recompensado. Não pergunte quem está destruindo o mundo: é o senhor. O senhor vive no meio das maiores realizações da civilização mais produtiva do mundo e não sabe por que ela está ruindo a olhos vistos, enquanto amaldiçoa o sangue que corre pelas veias dela: o dinheiro. O senhor encara o dinheiro como os selvagens o faziam, e não sabe por que a selva está brotando nos arredores das cidades. Em toda a história, o dinheiro sempre foi roubado por saqueadores de diversos tipos, com nomes diferentes, mas cujo método sempre foi o mesmo: tomá-lo à força e manter os produtores de mãos atadas, rebaixados, difamados, desonrados. Essa afirmativa de que o dinheiro é a origem do mal, que o senhor pronuncia com tanta convicção, vem do tempo em que a riqueza era produto do trabalho escravo – e os escravos repetiam os movimentos que foram descobertos pela inteligência de alguém e durante séculos não foram aperfeiçoados. Enquanto a produção era governada pela força, e a riqueza era obtida pela conquista, não havia muito que conquistar. No entanto, no decorrer de séculos de estagnação e fome, os homens exaltavam os saqueadores, como aristocratas da espada, aristocratas de estirpe, aristocratas da tribuna, e desprezavam os produtores, como escravos, mercadores, lojistas… industriais. Para a glória da humanidade, houve, pela primeira e única vez na história, uma nação de dinheiro – e não conheço elogio maior aos Estados Unidos do que esse, pois ele significa um país de razão, justiça, liberdade, produção, realização. Pela primeira vez, a mente humana e o dinheiro foram libertados, e não havia fortunas adquiridas pela conquista, mas só pelo trabalho, e em vez de homens da espada e escravos, surgiu o verdadeiro criador da riqueza, o maior trabalhador, o tipo mais elevado de ser humano – o self-made man –, o industrial americano. Se me perguntarem qual a maior distinção dos americanos, eu escolheria – porque ela contém todas as outras – o fato de que foram eles que criaram a expressão “fazer dinheiro”. Nenhuma outra língua, nenhum outro povo jamais usara estas palavras antes, e sim “ganhar dinheiro”. Antes, os homens sempre encaravam a riqueza como uma quantidade estática, a ser tomada, pedida, herdada, repartida, saqueada ou obtida como favor. Os americanos foram os primeiros a compreender que a riqueza tem que ser criada. A expressão “fazer dinheiro” resume a essência da moralidade humana, porém foi justamente por causa dessa expressão que os americanos eram criticados pelas culturas apodrecidas dos continentes de saqueadores.O ideário dos saqueadores fez com que pessoas como o senhor passassem a encarar suas maiores realizações como um estigma vergonhoso, sua prosperidade como culpa, seus maiores filhos, os industriais, como vilões, suas magníficas fábricas como produto e propriedade do trabalho muscular, o trabalho de escravos movidos a açoites, como na construção das pirâmides do Egito. As mentes apodrecidas que afirmam não ver diferença entre o poder do dólar e o poder do açoite merecem aprender a diferença na sua própria pele, que, creio eu, é o que vai acabar acontecendo. Enquanto pessoas como o senhor não descobrirem que o dinheiro é a origem de todo o bem, estarão caminhando para sua própria destruição. Quando o dinheiro deixa de ser o instrumento por meio do qual os homens lidam uns com os outros, então os homens se tornam os instrumentos dos homens. Sangue, açoites, armas – ou dólares. Façam sua escolha, o tempo está esgotando.

 
2 Doses

Escrito por: admin. Categoria Conversas de Bar

 

De novo só o ano?

01 jan

Antes de qualquer coisa, não quero que você pense que sou antiquado, conservador e com alma de velho. Mas o que vou falar a seguir é o relato de um cara que bebeu e que preferiu ficar sóbrio.

Quando tinha meus 18/19 anos ficava andando pra lá e pra cá na orla da praia cumprimentando todo mundo que conhecia e no fim parava entre o Joinville e o Moby para a concentração, com direito a muita bebida. Neste ano vi a queima de fogos e depois – de baixo de muita chuva – fui até o local onde costumava ir à minha adolescência.

Depois de encontrar algumas pessoas queridas, bebi “bons drink” e fiquei pelo local que estava lotado por uma nova geração. Essa geração ocupou o lugar da minha, só que agora eles estavam muito mais intensos, mais bêbados, mais petulantes e mais loucos. Isso fez com que eu chegasse na seguinte conclusão: Só o ano é novo, mas as pessoas continuam as mesmas.

No meio de um pileque resolvi ficar sóbrio – apesar de não estar -, e observar a minha geração ao lado da nova. Não tinha muita diferença. Muita maconha, bebida, meninas chorando, pessoas beijando qualquer pessoa que passava etc. Me bateu uma sensação de que as pessoas talvez não se modifiquem, que fazem votos para o outro ano, dizem que vão ser melhores, mas na verdade continuam iguais. Não que eu repreenda estes atos, acredito que cada um é livre para fazer aquilo que quer, mas para se perder na liberdade é muito mais simples e muito mais rápido.

Quase no final da noite a Polícia Militar estava fazendo o seu trabalho de evacuar a rua para que algumas pessoas bêbadas inconseqüentes não se machucassem, e as cenas que vi foi um lamento. Perto de mim um rapaz jogou uma garrafa na polícia – onde alguns eram educados outros não -, e aí o bicho pegou. Foi gente apanhando, pessoas brigando com a polícia, meninas apartando a confusão e pessoas completamente descontroladas sem entender que estavam erradas. Sei que tudo tem dois lados, mas naquela hora eu vi os dois lados. Foi um festival de coisas boçais e que fez perder todo o sentindo do ano novo – que pra mim é festa, alegria, comemoração etc.

Este ano eu elevei meus pensamentos e minhas energias para coisas boas para mim. Acredito que não sejamos perfeitos e nem quero me transformar em um Gandhi, mas acho que devemos rever sempre nossos pensamentos, nossas metas, nossa personalidade e tentar ser uma pessoa melhor. Não ter medo de mudar de opinião e se modificar é pertencer ao mundo.

O ano mudou e você mudou?

Feliz Ano Novo!

 
1 Dose

Escrito por: Cap. Spoiler. Categoria Conversas de Bar

 

2012 desigual

01 jan

Que 2012 seja igual e você seja diferente.
Que você seja preto, branco, pardo e amarelo. Escute Rock, Samba, Reggae e até Funk. Veja Woody Allen, Fernando Meirelles e quem sabe um Michael Bay. Vista quadriculado, florido, listrado ou nada. Siga em frente e pare. Vire e volte. Comece e não termine. Escreva e apague. Seja o prisioneiro e o que prende. 2012 de rótulos. Brahma, Skol e até Kaiser. Leia Crime e Castigo e Crepúsculo. Seja nostálgico e inovador. Genial e comum. Simples e um pouco complicado. Seja diferente de você mesmo.
E ser diferente será a única coisa que teremos em comum.

 
2 Doses

Escrito por: tumitinhas. Categoria Conversas de Bar

 

Então é Natal…

25 dez

Tenho em mim uma parte judaica que provavelmente se aflora em épocas natalinas.
Não sou um grande apreciador do Natal e acho esta festa um tanto quanto engraçada. As situações se repetem ano a ano e tenho a sensação de estar em um looping infinito quando o assunto é Natal em família.
Acredito que exista algum curso secreto, onde homens e mulheres depois dos 35 anos e que são pais, fazem para aprender como agir, se vestir e falar todos iguais. Com certeza a minha família tem muito da sua e a sua muito da minha.

O primeiro passo para perceber que é natal é quando a matriarca da família começa a preparar os alimentos que serão servidos. Ela geralmente quer fazer as coisas da ceia sozinha, aceita o mínimo de ajuda e fica reclamando que a pessoa que fez a compra esqueceu a salsinha, o orégano, o tomilho e outras coisas que pessoas normais não se lembrariam de comprar.

Enquanto a matriarca apresenta alguns sinais de bipolaridade – às vezes fica feliz, colocando música alta e dançando músicas de sua época , mas tem lapsos de 5 em 5 minutos para reclamar – o patriarca da família que sempre encontra-se desaparecido durante o dia, volta antes do almoço beliscando tudo e encontrando no sofá da sala sua melhor companhia. O patriarca sempre é acordado com recados carinhosos de coisas que estão faltando e ele novamente sai de casa para comprar as coisas. Só que essas compras sempre demoram e sempre são acompanhadas da desculpa de ter encontrado algum amigo e que ficaram bebendo – quando não é levado para a sua casa.

Depois dos pratos prontos é a hora de começar o Natal. Meu Natal em Santos é sempre mais pacato e as situações são iguais só que em pequena escala, mas no Rio de Janeiro – da onde toda minha família é – é o completo caos. Um tio sambista meu denomina o Natal na casa do meu avô como: “A Convenção das Bruxas”. Primeiro que todas aquelas suas tias se unem para uma terrível competição de qual dos filhos é o melhor.

-Meu filho terminou a faculdade, tá em ótimo emprego e é muito inteligente.
- Nossa o meu tá na marinha, tá se dando super bem, ganhando bem…
Mas esta conversa apenas dura no máximo 4 engradados, logo após as falas mais comuns são:
- Olha, meu filho é muito inteligente, mas é preguiçoso! Às vezes passa o dia inteiro dormindo. E quando chega bêbado?
- Não sei onde esse meu filho vai parar. Chega toda semana cheirando a cachaça também. Só por Deus.
Em uma tentativa de não ouvir mais isso, você sai de perto mas se depara com o clássico tio do Pavê – É pra ver ou é pra comer? – e a tia que te abraça que usa um perfume barato e pergunta: – E a namorada, cadê?
O jeito é encher a pança e beber, mas convenhamos, por que diabos temos que cear a meia-noite? Se toda a vez que nascer uma criança e eu comer que nem um cabrito em dia de abate eu viro o Majin Boo. Tudo bem que é o grande JC, mas pô, não precisa esperar tanto!

Depois da meia-noite todo mundo só come um pouco da ceia, porque antes era tanta coisa (amendoin, biscoito, pastelzinhos e etc.) que quando você vai comer está sem fome e sua mãe sempre lança um: – No próximo ano vou fazer menos comida! Aham mãe, acredito…¬¬

Na hora dos presentes eu nem espero muita coisa, sempre ganhava cuecas Zorbas amarelas, meias, camisetas regatas e sempre tinha uma tia que me dava um mini-game. Era TODO ANO aquele mini game que tem Tetris e 456 jogos que você nunca descobriu como joga. Na hora do presente é comum ouvir:
- Se não gostar pode trocar. (o que traduz a falta de cuidado em comprar o presente)
- É só uma lembrança (o que traduz geralmente que são anjinhos de biscuit)
- A tia não comprou o seu presente porque estava sem tempo (o que traduz que tava sem paciência)
- Cadê o saco do Papai Noel? (geralmente o tio do Pavê que fala)

Em meio histórias que você ouve desde 1994 , seu tio bêbado que te chama de outro nome, a sua tia que fala que já deu banho em você e aquele primo que já teve problemas com a justiça que quando pega a faca todos ficam apreensivos, acho que o Natal é a grande celebração do ser humano e da sua melancolia.
Por isso que o meu avô é o mais certo, ele come, toma a cervejinha dele,chama uns amigos e toca o cavaquinho, enquanto tudo acontece paralelamente.

E agora que é dia 25 os ânimos estão mais calmos, sua mãe comentando alguma fofoca que soube, seu pai no mesmo esquema de desaparecer durante a manhã e voltar com um leve odor de cevada e você tendo que ouvir do tio que não sabe o seu nome a clássica: – Hoje é comida francesa, é RESTODEONTÊ!

Feliz Hanucá para todos!

 
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Escrito por: Cap. Spoiler. Categoria Conversas de Bar

 

Criolomicida.

17 nov

Nas últimas semanas dois rappers estão em destaque no cenário musical, são eles; Criolo Doido e Emicida. Ambos estão mostrando uma nova cara o rap nacional, que já estava muito “RACIONALIZADO”, a pegada agora é outra, de protesto sim, mas com palavras mais digeríveis e menos apologias .

O Emicida chega há musica com um discurso, “Nem que no fim eu diga; A rua sou EU”, mas essa ideologia está começando a se perder com o passar do tempo. Então tu tais falando que o Emicida é um vendido? – Não! Pois não vejo mal algum estar na mídia, levando aquilo que você acredita. Ele ainda não misturou o rap com sampa e cantou o lai-a-lai-a para gringo aplaudir. Como uns e outros. Mas certamente sua vertente e mais o hip/pop/hop. Como podemos ver nesse vídeo clipe, que tem uma total referencia dos Beasties Boys. (Esse clipe tem a participação do Criolo).

Sacaram? Esse estilo do Emicida é muito vendável, justamente o que a TV procura. Torno a repetir isso é um ótima. É um puta vídeo clipe, bem fotografado e dirigido. É justamente o que faltava, manda vê Emicida.

Já o Criolo é mais raiz, ele se preocupa com o que estão em volta, suas músicas sobre o que cerca ele, ou seja a periferia de São Paulo, os todas as “perifas e suburbios” do Brasi, “mexeu com nós assim, tô forte. Tô com a favela tô forte”.

O Criolo vai sempre de encontro com essa raiz, mas periferia da coisa, um lado do Hip Hop meio perdido já há algum tempo, estava muito “politico” e menos humano. É é justamente isso que ele (Criolo) tenta retomar, Ainda há tempo.

Então é isso. Criolo e Emicida tentando dar um nova cara ao rap nacional, espero que venham mais nessa leva.

 
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Escrito por: pardalvermelho. Categoria Conversas de Bar

 

Dose Musical – Wylmar Santos #2

31 out

Está no ar o sexto vídeo do Dose Musical.
Mostramos agora a segunda parte do show de Wylmar Santos. Nesse vídeo, trecho do show “Universo Melodia”, o artista e sua banda apresentam a música chamada “Corpo Palavra” (composta por Wylmar e Márcio Barreto). Wylmar, nascido em Santos e criado no estado do Espírito Santo, não demorou para o músico e compositor adquirir a autenticidade e sensibilidade encontrada em grandes interpretes. Idealizador de projetos consagrados na baixada santista, como “O Baile dos Malditos” e “Urubu Malandro e os Falsos Baianos”, Wylmar já dividiu o palco com nomes como Izzy Gordon, Edy Star e Edvaldo Santana.

Wylmar Santos #2.

Artista: Wylmar Santos
Música: Corpo Palavra
Integrantes: Wylmar Santos (vocal), Odilon de Carvalho (baixo), Tiago Sonho (bateria), Nilo Canela (percussão), Vítor Santiago (violão, cavaco e guitarra), Tiago Mineiro (teclados), Marcos Willians (trombone) e Douglas Felício (trompete).
Local: Sesc Santos – Rua Conselheiro Ribas, 136 – Santos – SP

 
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Escrito por: admin. Categoria Dose Musical, Música

 

Para cada neurônio um sonho

14 out

Segundo a Journal of Comparative Neurology (pesquisei no Google) existem em torno de 100 bilhões de neurônios dentro de uma cachola. Tirando alguns danificados e outros que simplesmente param de funcionar por vontade própria devem sobrar uns 87 bilhões. Entre vontades, desejos, necessidades e afins, muitos deles em mim são responsáveis por sonhos.

Não sei se é idade, idealismo, esquizofrenia ou os meus neurônios que não andam se bicando, mas muitas vezes tenho a sensação que cada um deles tem vida própria com vontades e sonhos diferentes. Quando era pequeno o meu maior sonho era ser um Power Ranger ou ser amigo dos Goonies, mas o máximo que cheguei foi ter um braço fraturado enquanto tentava salvar pintinhos indefesos das mãos da Rita Repulsa – uma vizinha mendiga – e ser amigo da Claudia Slot – uma moradora de rua que descobri há pouco tempo que na verdade era um homem vestido de mulher O.o

As crianças dos anos 90 tinham respostas padrões para a pergunta: O que você quer ser quando crescer? Era sempre o mesmo lenga-lenga de médico, bombeiro, astronauta, ator, modelo, cantor etc. E eu gostava de dar respostas bem peculiares como, por exemplo: detetive, escritor, aparecer na novela Vamp, ser rico, agente secreto e até mesmo apresentador do extinto programa Hugo. Muitas destas respostas eram para quebrar o clichê e não ser nenhum um pouco parecido com muitos que hoje cresceram e podem ser visto nas baladas com braços tatuados, camisetas brancas coladas, gel no cabelo e dançinha padrão (que se resume em mover o ombro e levemente os braços, um dia te ensino através de vídeo). Hoje, muito dos meus amiguinhos são pessoas normais, que trabalham, namoram ou viraram pegadores e se fingem de homens sérios, mas que na verdade estão doidos para serem convidados para jogar taco na rua.

Quando criança não é pecado ter para cada neurônio um sonho, é dado como bonitinho e acompanhado sempre com um comentário debochado daquela sua tia solteirona e descrente da vida. Mas quando crescemos? Somos loucos, instáveis, insatisfeitos e infelizes. E isso faz com que cada neurônio morra e que sejamos sugados para um buraco negro que quando chega ao fim é triste e escuro. Quantos sonhos deixamos morrer? Quantas vezes somos aquela tia debochada dando somente tapinhas nas costas dos outros? Quantas vezes deixamos de acreditar que o Zordon irá nos recrutar para salvar a Alameda dos Anjos?

Tenho um sonho que interliga todos os meus neurônios sonhadores. Sonho que os neurônios se renovem, que não morram, se multipliquem e sejam neurônios de outras pessoas. E se hoje, depois de tanto tempo eu ainda querer no fundo ser Power Ranger, apresentador do Hugo, detetive e etc?

#Filosofei na Pedra

 
Copo vazio

Escrito por: Cap. Spoiler. Categoria Capitão Spoiler, Conversas de Bar